quinta-feira, 28 de junho de 2007

Menage á Trois


Menage trois ou simplesmente Ménage é uma expressão usada para designar uma relacionamento sexual entre três pessoas”


Um assunto delicado, mas também muito excitante.
Cada vez mais me chegas propostas relativamente a esta prática, que além de me deixarem surpresa, fazem-me também pensar!Acredito que nunca ninguém tentou perceber realmente o porquê do ménage à trois!Será apenas uma forma de salvar uma relação condenada, introduzindo-lhe um novo fator? Ou uma forma de evitar traições e saciar a fome sexual de um dos parceiros? Ou simplesmente será uma nova forma de descobrir horizontes, quebrar barreiras e tabus e explorar a sexualidade no seu todo com a pessoa que mais amamos? Ménage à trois será uma perversão sexual ou apenas uma forma de manifestarmos a nossa sexualidade?Já experimentaram? Gostaria de experimentar um dia? Ou acham que esta prática ultrapassa as fronteiras da moralidade e da decência?
Conheços pessoas que nunca ouviram esse termo “ ménage á trois” ( que particularmente acho o termo extremamente sex), como conheço pessoas que a prática é normal, que já se tornou “arroz e feijão” de tão banal e normal, como também conheço pessoas nem se quer da o direito discussão.
Mas porque fazer ou não fazer?E se fazer como fazer? Dois homens e uma mulher, duas mulheres e um homem, três homens, três mulheres?Sexo banal e casual, todos pessoas já fez um dia, e se não fizeram eu recomendo.rsrs. Se for comum e “aceitável " hoje o sexo casual, então porque a maioria das pessoas não são adeptas a pratica?”.
Talvez pela religião afinal somos um país Católico Apostólico Romano, imagina o Santíssimo Papa em camisinha deixa usar já pesou?!? Mas a França também é católica, e até onde sei a pratica do ménage nasceu lá,mas cultura é cultura, então não vou entrar nesse mérito.
Ou será porque estamos vivendo na época da AIDS e doenças sexualmente transmissível, e eu duvido muito que haja as devidas precauções sempre.Nossa essa foi pior que a do “ Pais Católico”, porque sei em que país vivo, e vou concordar que a divulgação está bem maior, o assunto já é bem mais discutido, mas estamos muito longe da conscientização.Então também não deve ser por isso.
Vamos a outro, Sociedade, família, circulo social....NOSSA,motivos não faltam.Só que nenhum me convence, mas também ninguém tem que me convencer a nada.A vida é de cada um, cada um que tem que saber o que é melhor pra sim e o que te faz sentir bem e feliz, sexo é bom segue a dois ou a três quem tem que decidir é você!

OBS: Conversa com minha namorada....
Paixão já imaginou se a Camila, abre a porta pelada e deita na cama junto com a gente? Risos.
Ela: Nem vem a três eu não gosto! Cara Feia!!!



por: Shofi

quarta-feira, 27 de junho de 2007

Charme da mulher hétero.





Mulher hétero tem charme? Tem sim, senhora!! Mas o que faz uma lésbica se sentir atraída por uma mulher que só transa com homens? E, afinal o que é que as héteros têm? Nós sabemos que elas não são a tara de todas, mas pode ser que seja um dos jogos de sedução prediletos nossos. Mas atenção!! Elas que se dizem tão héteros, podem nos enganar facilmente.Alguém aí já viu o programa do Márcio Garcia na rede Record, no quadro “As aparências Enganam”?
Realmente enganam,rsrsrs...
Depois de uma boa transa com uma hétero, com certeza você terá grandes chances de ouvir um "nunca pensei que fosse tão bom". Aí, minha amiga, sinto dizer, mas é bem provável que aconteça duas situações:


1. Ela adorou fazer sexo como você, mas vai sair da sua vida (pode ser que volte com o namorado); ou


2. Ela gostou tanto que resolve participar mais ativamente dessa nova "onda" na vida dela e se tornar a mais nova safo da turma, que vai ser desejada e desejar todas as suas amigas... ahahahaha ... Claro que nem todas são assim, do tipo, desejar todas as suas amigas, mas acontece!


Em todo caso, lembrem-se que acima de tudo, as héteros, arrumadinhas, cheias de cremes e coisas da moda, deixam você fazer o que quiser com elas e isso já vale a noite!


Boa sorte com as héteros, e cuidado com elas!!

Elas atacam de verdade também!

segunda-feira, 25 de junho de 2007

Uma análise do auto-preconceito a partir da minha história pessoal.

Existe um pré-conceito interessante quanto ao homossexualismo, que é o de que a pessoa homo ou "se torna" homo, ou "é homo porque não tinha jeito de ser outra coisa", a primeira expressão sendo usada em relação a pessoas que não "levam jeito", segundo a visão da população "normal" hetero, a segunda em relação à queles(as) que, segundo a mesma, fazem parte do estereótipo visual do gay ou da lésbica.Será que é assim mesmo? Pessoalmente, eu acho que não. A maioria das lésbicas que eu conheço já sabia que era lésbica desde criancinha, e ficou no "armário" para não chocar as pessoas, ou melhor, a família, mas eu também conheço pessoas que colocaram o conceito de "armário" para dentro de suas vidas de uma maneira que só algum acontecimento externo as fez tomarem consciência de que viviam num, por assim dizer.Isso aconteceu comigo, por exemplo.Na minha infância e adolescência, porque cresci num ambiente onde, mais do que haver preconceito contra as lésbicas, havia o pré-conceito de que uma mulher só alcançaria o "status" de mulher completa, feminina, e adulta, se conseguisse conquistar um homem, casa e ter filhos, e sendo eu uma criança, e depois, adolescente, fora do padrão de beleza comum (ou assim eu me sentia; é complicado isso), eu morria de medo de ser rotulada de "sapatão" (era assim que chamavam popularmente antes, se bem que para algumas pessoas essa palavra feia ainda continua), muito embora sentisse uma afinidade muito maior com as meninas que com os meninos, em matéria de relacionamento; isso fez com que eu colocasse uma idéia de mim mesma de que eu só seria uma mulher adulta se eu um dia conquistasse um homem; sem isso eu seria, como muita gente me via, uma "encalhada", rsrsr...eu não era, mas se ficasse 1 ou 2 meses sem um “namoradinho”.....feio isso né? (lembrando disso hoje, eu acho interessante que meninas de 15, 16 anos, e pessoas da família, me cobrassem esse tipo de coisa, inclusive porque eu tinha uns 12, 13 anos na época, muito embora eu fosse fisicamente desenvolvida como elas), uma menina abrutalhada, que nunca seria capaz de se afirmar como mulher. Isso, e os problemas de convivência que eu tinha com outras meninas (sempre fui impopular entre as garotas hetero, por diferenças de gosto - menudos e afins nunca me atraíram - ,e por serem invisíveis, para mim, por ingenuidade e desconhecimento, as lésbicas que provavelmente frequentavam as escolas às quais eu atendi - afinal, vinda de uma família hetero onde ninguém se referia a lésbicas a não ser para dizer que eram "mulheres macho" (afinal, a família do meu pai é nordestina e da minha mãe é uma confusão só, cada um nasceu em um lugar e todos machistas e, sem ter contato com nenhuma, não ia saber quem era o que mesmo), fizeram com que eu repelisse qualquer sinal de desejo que pudesse ter por outras mulheres, e as vezes tivesse um sentimento de inferioridade muito grande por não conseguir me relacionar com homens ou ter um relacionamento duradouro. Até aí, tudo bem, alguém pode dizer, "Tá vendo, ela já era estereotipada desde criança, levava jeito, só podia ter terminado como terminou, homem nenhum ia querer mesmo...", só que a história não acaba aí. Depois de lidar com todos os fantasmas que eu tinha dentro de mim, sair da adolescência e me tornar uma mulher normal, como todas as outras (assim, me livrando do meu maior medo, que era ser repelida como "diferente" pelo resto da vida), e de descobrir que conquistar homens não era nenhum bicho de sete cabeças como todo mundo dizia, bem... eu tinha um problema muito grande nas mãos. Descobri que o meu problema com os homens não era que eles não me quisessem, mas sim que eles não eram o que eu queria e precisava, afetivamente falando.Sexualmente, não tinha problemas com eles, mas não conseguia ver graça em relacionamentos afetivos hetero. Ao mesmo tempo, de início eu ainda tinha um bloqueio em relação às mulheres, e atribuía isso a "ser hetero".Nozinho interessante que isso dá na cabeça, não?rsrsr... Não era mais a "encalhada", a "abrutalhada", muito pelo contrário, tinha os homens que eu quisesse, mas não conseguia me envolver afetivamente com eles. Eu via a maneira pela qual as mulheres conduziam os relacionamentos com homens, e não conseguia me sentir à vontade seguindo os padrões de comportamento delas. Para mim era, como ainda é, totalmente anti-natural o conceito de se policiar o próprio comportamento por medo de perder a pessoa amada, e esse, infelizmente, é o padrão de comportamento das mulheres hetero. Intimamente, contra todas as regras do senso comum, eu sabia, que no dia em que eu encontrasse a pessoa que me completaria, seria ela, ninguém mais. E que essa completitude eu não encontraria com homem nenhum. Enfim, aconteceu de aparecer a minha metade, a pessoa que me completa. E ela é mulher. E tamanha foi a nossa completitude, que sobrepujou todos os meus medos, todo o meu próprio preconceito sobre o amor entre duas mulheres, e sobre a imagem que a sociedade teria sobre mim. Existe somente um "tipo" de homossexual: aquele(a) que ama alguém do mesmo gênero. Qualquer outra diferença é fruto, somente, das pressões do meio, que fazem algumas flores se abrirem mais tarde do que outras.